segunda-feira, 4 de abril de 2011

ANÁLISE CRÍTICA: POESIA SATÍRICA DE BOCAGE


Levando um velho avarento

Uma pedrada num olho,

Pôs-se-lhe no mesmo instante

Tamanho como um repolho.


Certo doutor, não das dúzias,

Mas sim médico perfeito,

Dez moedas lhe pedia

Para o livrar do defeito.


“Dez moedas! (diz o avaro)

Meu sangue não desperdiço:

Dez moedas por um olho!

O outro dou eu por isso.”


ANÁLISE CRÍTICA

Este poema critica diretamente a moralidade das pessoas e da sociedade, mostrando o quanto as pessoas são “avarentas, mesquinhas e sovinas”.

Na primeira estrofe: “um velho avarento” quer dizer “um velho mesquinho”. Nesta estrofe, nos é apresentado o velho sovino sofrendo uma eventual desgraça.

Na segunda estrofe: no quinto verso, diz que um “certo doutor” oferece seus serviços. Ele é diferente dos demais e destaca-se por realizar um trabalho de qualidade, no entanto, “tudo o que é bom, custa caro!”. Nos versos seguintes, mostra que o médico perfeito cobra uma quantia em dinheiro muito grande pelos seus serviços, garantindo bons resultados em troca.

Na última estrofe: através da fala do velho, percebemos o quanto o velho é uma pessoa sem valor, onde a sua avareza é tão forte que chega a ser desprezível. Ele também prefere correr riscos a gastar dinheiro para garantir uma vida mais humana. Nos versos onze e doze, fica claro que o velho é do tipo de pessoa que seria capaz de fazer qualquer coisa simplesmente para ganhar mais dinheiro. Isso valeria também para a coletividade, e não só para a individualidade. Esse velho jamais ajudaria ao próximo por apego demasiado e sórdido ao dinheiro, e como percebemos, ele não ajuda nem a si mesmo. Ora, para acumular riquezas não se pode gastar, e esse pensamento sempre esteve e sempre estará arraigado na mentalidade de uma sociedade extremamente egoísta e influenciada unicamente pelo dinheiro.

Por Max Moreira

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

EXISTÊNCIAL?...

Esta poesia é de Ariate Libania da Silva. Esta postagem é uma homenagem a essa Poetisa por natureza que ama as Letras e que adora escrever seus Pensamentos com muita dedicação e carinho.


EXISTÊNCIAL?...

DESCONHECIDO EU!...


EXISTÊNCIA DESCONHECIDA

MEU EU VIVENDO ESSE MUNDO

QUE É O SEU NO MEU


VIVÊNCIA ESCONDIDA

O MEU VIVER SOZINHO

VIVENDO SOZINHO SEU

E MEU VIVER

VIVEU

NO SEU QUERER


E SEM QUERER

O DESTINO DE AMAR

É LHE ESQUECER


NESSE ETERNO VIVER.


Por Ariate Libania da Silva

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

JECA TATU – URUPÊS


Jeca Tatu traduzia a percepção das elites sobre o povo brasileiro. Assim, criou-se a imagem do caboclo preguiçoso; nome: JECA TATU, símbolo do nosso caboclo, o pobre preguiçoso responsável por todos os males do país, articulando, assim, o retrato do fraco, ignorante e preguiçoso da sociedade, tornando-se ícone do atraso econômico e político.

Lobato reproduz o pensamento vigente da elite da época, considerando o caboclo o responsável pelo atraso econômico e técnico do país, que impedia o proprietário de seguir adiante, já que o caipira era molenga, fraco e ocioso, continuando inerte e de cócoras, impedindo o progresso.

O próprio nome do conto é metafórico, uma vez que URUPÊ é uma espécie de fungo, parasita, assim como o próprio caboclo, parasita da terra; parasitas que vegetam nos ocos das árvores e que acabam por matá-las; o nome “Jeca” virou sinônimo de bobo, ingênuo. Daí o termo metonímico “Piolho-de-Terra”.

Lobato, através desse ensaio descritivo, moldou a “consciência nacional”, referindo-se a identidade do povo de forma negativa, na qual o povo passa a se olhar e a reconhecer sua imagem. Portanto, havia a necessidade de superar a preguiça, a passividade e a submissão aos coronéis.

Mas se a modinha era em Policarpo Quaresma algo estritamente nacional, em Urupês, a modinha vem a ser outra imitação européia.

Em suma, o Brasil é mostrado decadente, representado pelo caboclo, um ícone da nação. A crítica não é somente ao Jeca Tatu, mas a todo o Brasil. O Jeca Tatu é uma caricatura do caboclo para representar todo o Brasil.

Por Max Moreira

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

ÉDIPO REI, UMA SÍNTESE


Édipo, ao nascer, seu pai Laio visitou um Oráculo que disse que a criança iria matar o próprio pai e casar com a mãe. Temendo isso, Laio abandona a criança nas montanhas com os pés amarrados para que morresse. No entanto, um pastor o encontra e o leva para seu rei, que o criou. Quando adulto, Édipo também visitou o Oráculo e ouviu a mesma coisa dita ao seu verdadeiro pai. Édipo, com medo que a profecia se realizasse, fugiu da casa de seus adoráveis pais, que por sinal, não sabia serem adotivos, e segue em frente, até que em uma encruzilhada se esbarra com uma comitiva e, após uma confusão, mata a todos, inclusive o Senhor que era “líder” dessa comitiva.

Algum tempo depois, Édipo chega à cidade de Tebas e encontra-a dominada pela Esfinge que assolava aquele lugar com inúmeras pragas. Após responder a “Charada da Esfinge”, Édipo é aclamado Rei de Tebas e ganha o direito de casar-se com a Rainha que estava sem um rei, pois o Rei Laio foi “assassinado”. Anos depois, outra praga assola a cidade, e um oráculo disse que só encontrando o assassino de Laio, tudo se resolveria. Depois de várias peripécias, Édipo descobre, de forma infeliz, que ele fora o assassino de Laio e que este era o seu pai verdadeiro, e Jocasta, a Rainha, com quem teve quatro filhos, era sua mãe. Esta, a descobrir tal fato, se suicida, e Édipo cega os próprios olhos. Em seguida, Édipo deixa a cidade de Tebas e sai vagando pelo mundo afora.

Considerando as partes da trama, que são elementos da tragédia como reconhecimento, peripécia, catástrofe e pathos, podemos perceber que esta tragédia possui todos os elementos que a torna uma obra perfeita. Na ação temos a “hamartia” ou erro involuntário de Édipo, que matou o pai e casou com a mãe sem saber; temos o “reconhecimento”, no qual Édipo reconhece a si mesmo, ao descobrir a origem das marcas em seus pés; a “peripécia”, no qual tudo parecia caminhar para um lado e ocorre tudo de uma maneira totalmente inesperada; a “catástrofe”, que é um acontecimento doloroso: a morte de Jocasta e a cegueira de Édipo; e o Pathos, que é a lamentação do herói perante o ocorrido; E a “catarse”, a purificação através da arte. Ao sofrer com o herói, aprendemos a não errar, além de sentirmos piedade por ele e terror por sua desgraça.

Por Max Moreira

POSTAGEM HEROICA-MEU HERÓI NA ALFA PRIME-FICHA TÉCNICA

  HANNA FICHA TÉCNICA COMPLETA  AUTOR - MAX MOREIRA Ficha Técnica da personagem HANNA desenhada de frente - ALFA PRIME - Edição Especial - J...