sexta-feira, 15 de abril de 2016
O POETA ENTRE O CÉU E O INFERNO (GREGÓRIO DE MATOS): ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO
sexta-feira, 22 de maio de 2015
[ENSAIO ANALÍTICO] AMOR DE PERDIÇÃO
domingo, 8 de fevereiro de 2015
CARACTERIZAÇÃO DO PERSONAGEM 'FABIANO' – VIDAS SECAS (GRACILIANO RAMOS)
Fabiano é um homem humilhado pela sociedade a que pertence, sendo que ele não consegue fugir de sua condição de animalização imposta pela estrutura social. Talvez seja por isso que Fabiano sente-se um homem inferior diante das outras pessoas. Ele se sente inferior diante de pessoas como Seu Tomás da Bolandeira que possui um status econômico elevado, além de ser um homem extremamente culto. Seu Tomás é sempre referência na vida de Fabiano e de sua família. Por exemplo, Fabiano sempre utiliza palavras difíceis a fim de imitar seu ex-patrão, com o intuito de parecer “sabido”. Este fragmento comprova muito bem isso: “Em horas de maluqueira, Fabiano desejava imitá-lo [seu Tomás da bolandeira]: dizia palavras difíceis, truncando tudo, e convencia-se de que melhorava. Tolice. Via-se perfeitamente que um sujeito como ele não tinha nascido para falar certo” (p. 22). No entanto, nem mesmo sua família consegue entender suas palavras, porém, apenas Sinhá Vitória consegue entendê-lo, aconselhando-o por diversas vezes. Já o Soldado Amarelo representa para Fabiano a força do Governo a qual não se pode vencer. Fabiano, mesmo sendo preso injustamente pelo Soldado Amarelo, não consegue se vingar dele quando teve a chance, simplesmente por respeitar o posto de representante do Governo. Isso fica evidente neste trecho: “Viu apenas que estava ali um inimigo. De repente notou que aquilo era um homem e, coisa mais grave, uma autoridade (grifo meu). Sentiu um choque violento, deteve-se, o braço ficou irresoluto, bambo, inclinando-se para um lado e para outro” (p.100). Diante deste panorama, podemos concluir que não é só a seca que embrutece o retirante sertanejo, mas também as injustiças cometidas pelas autoridades.
Percebe-se que Fabiano, por diversas vezes, tenta enganar-se a si mesmo em seus devaneios. Vejamos o trecho que se segue: “Fabiano contava façanhas. Começava moderadamente, mas excitara-se pouco a pouco e agora via os acontecimentos com exagero e otimismo, estava convencido de que praticara feitos notáveis. Necessitava esta convicção” (p. 66). No entanto, as aspirações de Fabiano são sempre frustradas pela sua triste condição diante da miséria e das injustiças que o cercam. O fantasma da seca sempre assombra o espírito de Fabiano. A inquietação é constante. Podemos verificar isso no seguinte trecho: “(...) e Fabiano senti-a [a seca] de longe. Senti-a como se ela já tivesse chegado, experimentava adiantadamente a fome, a sede, as fadigas imensas das retiradas” (p.112). Mesmo assim, Fabiano não consegue abandonar seus sonhos e desejos mais íntimos, assim como sua mulher, Sinhá Vitória. Apesar de Fabiano não conseguir se expressar da forma com ele almeja, ele tenta exteriorizar seus sentimentos e anseios, porém se decepciona por não ser capaz de ser compreendido, e, também, de não poder fazer nada para mudar sua triste realidade. Apenas Sinhá Vitória consegue compreender seus anseios, o que acaba sendo um conforto para ele. Fabiano tem consciência de sua limitação e teme ir além por ser totalmente dependente de seu patrão. O trecho seguinte retrata bem as razões que impedem Fabiano de ir além de sua pretensão: “(...) Mas receava ser expulso da fazenda. E rendia-se. (...) era bom pensar no futuro, criar juízo” (p.92).
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Bullying - Um Problema Também Familiar
sexta-feira, 2 de março de 2012
[CONTO] A GAROTA DE AMARELO
Durante muito tempo, minha namorada perguntava por que eu sempre lhe mandava cartões em envelopes amarelos. Não que a cor amarela fosse a minha preferida, tão pouco a dela. Mas esta cor passou a ter um significado simbólico no nosso namoro. Até então, ela não sabia da história que existia por trás daqueles envelopes amarelos que tanto a intrigava. Quando contei, ela ficou chocada, sem acreditar.
domingo, 26 de junho de 2011
A ENTREVISTA: UMA ABORDAGEM TEÓRICA
As Pesquisas Sociolingüísticas abordam a linguagem falada, observada, descrita e analisada em seu contexto social, ou seja, em situações reais de uso. Mas, quando os diálogos são transcritos, colocados no papel, também podemos ter diferentes atitudes: transcrever literalmente a fala, com suas rupturas, suspensões, etc., ou “fazer uma limpeza”, eliminando as marcas da oralidade e transformando o texto oral em texto escrito. Sobre essas diferentes atitudes em relação à postura diante das modalidades falada e escrita, Marcos Bagno fala o seguinte na p. 55 do seu livro Preconceito Lingüístico: “A língua escrita, por seu lado, é totalmente artificial, exige treinamento, memorização, exercício, e obedece a regras fixas, de tendência conservadora, além de ser uma representação não exaustiva da língua falada”.
No entanto, na língua escrita, não há as marcas da oralidade e elementos não-verbais que comunicam tanto quanto as palavras, ou seja, a palavra escrita fica sem inflexão e não manifesta por completo as reais intenções do falante. Marcos Bagno deixa isso bastante claro na p. 55 do mesmo livro: “Por isso, os autores de textos teatrais indicam, entre parênteses, a emoção, sensação ou sentimento que o ator deve expressar numa dada fala. A importância da língua falada para o estudo científico está principalmente no fato de ser nessa língua falada que ocorrem as mudanças e as variações que incessantemente vão transformando a língua”.
Porém, nos dias de hoje, a maior parte dos brasileiros sabe ler e escrever. Por isso, existe a tendência de a língua oral e a língua escrita se tornarem parecidas, pois, quanto mais as pessoas têm acesso à língua escrita, mais utilizam na fala as características da escrita.
A entrevista é, portanto, um intercâmbio verbal, geralmente entre duas pessoas, cara a cara, na qual um pergunta e outro responde, ou seja, a entrevista organiza-se em turnos. O objetivo é, em tese, obter informações sobre uma pessoa ou um fato em especial.
Transcrever uma entrevista é registrar por escrito uma conversa mais ou menos espontânea da oralidade. Uma entrevista deve aparecer representada no papel do modo mais parecido possível com a conversa que o originou. Assim os gestos, a entonação, as pausas, os silêncios, podem ser assinalados de alguma forma. É importante levá-los em conta porque são tão significativos quanto às palavras.
Mesmo que seja semelhante a uma conversa particular, a entrevista é elaborada para que circule em um espaço público. Além dos interlocutores que participam da entrevista (entrevistador e entrevistado), a equipe jornalística e especialmente os espectadores ou leitores são também receptores dessa conversa.
É importante ressaltar também que a relação entre os participantes não é de igual para igual: a voz do entrevistado (ou o que ele diz) é mais importante que a do entrevistador. O entrevistado á a personalidade – muitas vezes conhecida pelo público – que foi convidada para falar de si, dar uma opinião, contar uma experiência. É preciso considerar também que o entrevistado sabe que deverá submeter-se a um questionário imposto pelo entrevistador. Às vezes, pode ocorrer algum caso em que a figura do entrevistador é tão importante quanto à figura do entrevistado.
A estrutura de uma entrevista transcrita possui um formato fixo: o par pergunta – resposta organiza o texto. A entrevista é realizada oralmente e cada vez que um falante toma a palavra, inicia-se um turno; sem essa alternância, há monólogo e não diálogo.
A interação conversacional busca sempre um acordo. Esse acordo é feito por negociação. Para isso utilizam-se expressões como: concordo com você, mas gostaria que você me respondesse... se bem que... não me diga isso... ainda que...
Numa conversação estão presentes elementos que pertencem ao campo da linguagem verbal (o vocábulo, a sintaxe, o nível de linguagem) e ao campo da linguagem não-verbal (os gestos, a aparência, a direção do olhar, os trejeitos faciais). Papel fundamental desempenha também os elementos paraverbais (ou paralingüísticos): a entonação, pausas, suspiros, acentos, etc. Quando representados na escrita, os elementos paraverbais são marcados graficamente: o emprego de aspas para indicar uma entonação de ironia; o negrito, o sublinhado ou as maiúsculas são usados para indicar palavra ou sílaba dita com mais ênfase (acento forte).
O entrevistador tem, por regra geral, o controle do desenvolvimento da conversa: é ele que a propõe, inicia, faz as perguntas, orienta o tema ou os temas, e encerra a entrevista quando considera conveniente. Esse pré-acordo, porém, não evita que as entrevistas, muitas vezes, tornem-se verdadeiras “batalhas de palavras”, nas quais entram em jogo as relações de poder. Geralmente, ganha a “batalha” quem conta com os seguintes pontos a seu favor: possui mais idade, está numa posição social privilegiada, conta com o respeito e a admiração de uma maioria por se destacar em alguma atividade, possui conhecimentos e habilidade de expressão, ou, durante a entrevista, fala mais tempo e maneja melhor o sistema de turnos, impõe os temas da conversa.
As relações de poder, em uma entrevista, podem gerar conflitos: se o entrevistador tem muita experiência, o entrevistado pode ficar em uma posição de desvantagem. Por isso, em geral, pode-se dizer que quem conta com mais fatores a seu favor acaba se impondo em seu papel de entrevistador ou entrevistado.
Além das entrevistas que todos os jornais e revistas transcrevem e das que se escutam pela rádio, a TV também usa e abusa da entrevista. Na maioria das vezes, vemos o entrevistado na TV em uma situação de diálogo com um entrevistador: programas culturais, políticos, de investigação policial, de entretenimento. Algumas entrevistas se realizam em programas especialmente preparados para isso. Nesses programas, há um acordo implícito entre os participantes: as perguntas são formuladas com cortesia, mas mantendo-se a distância própria dessa relação. Em uma entrevista, o entrevistador não só deve levar perguntas feitas, como também deve saber improvisar a partir do que vai expressando o entrevistado. Dessa forma, favorece-se a comunicação.
REFERÊNCIAS:
BAGNO, Marcos. Preconceito lingüístico: o que é, como se faz. 47ª edição. São Paulo: Loyola, 1999.
Por Max Moreira
POSTAGEM HEROICA-MEU HERÓI NA ALFA PRIME-FICHA TÉCNICA
HANNA FICHA TÉCNICA COMPLETA AUTOR - MAX MOREIRA Ficha Técnica da personagem HANNA desenhada de frente - ALFA PRIME - Edição Especial - J...
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A princípio, percebe-se claramente que Pinóquio tem uma obsessão em ser “um menino de verdade”. No entanto, podemos questionar terminantem...